sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Do meu Diário



... Tenho medo de mexer em minhas gavetas de sentimentos velhos e eles pularem na minha cara e
implorarem pela liberdade. Nas minhas entranhas estão adormecidos muitos sentimentos. Alguns, velhos, inofensivos, dormem. Outros, que considero mortos, ainda tem em suas inscrições o perigo que foram em vida. Meu coração é velho, já foi criança e adolescente rebelde, ansioso por liberdade e vida desregrada. A vida pulsava diferente e irresponsável. Meu coração dirigia a minha
vida e quase me levou à morte. E de certa forma morri.Com tantas buscas, minhas andanças me levaram a lugares tristes e sombrios. Permaneci muito tempo no umbral. Como um espírito errante caminhei em busca do nada. Estava ali e queria me penitenciar. Meu maior pecado: amar desesperadamente a pessoa errada. Vivi relacionamentos destrutivos, vazios e sem planos. Não era de ninguém e ninguém era bom o sufuciente pra mim. Na verdade, me apoiava em pessoas que tinha certeza não me fariam apaixonar. Não as admirava e essa era a garantia que o amor não brotaria dentro de mim. Quanto menos eu queria, mais gente eu atraia. A noite era perfeita para eu viver essa busca do nada...

Imagem: autor desconhecido.

2 comentários:

Nina Victor disse...

Amores destrutivos. Penso que fazem parte do aprendizado do Amor. O verdadeiro Amor.
Gosto de sua maneira de escrever.

Beijo! :)

Polêmica disse...

Eu também já me enganei diversas vezes por seguir o coração!

Beijos