domingo, 9 de maio de 2010

Pablo Neruda


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Um comentário:

Carla A. Flor disse...

Olá :)
Passando para informar aos que me seguem, que o nome do meu blog mudou para:
http://quartasdemanha.blogspot.com

Beijo no coração