Nesse filme, o que mais me encanta são os os encontros e despedidas vividas em aeroportos. Hoje, ao me despedir de minha filha e de minha mãe me recordei de cada cena , cada sentimento de amor, amizade e companheirismo mostrado nele.
"Que boca há de roer tempo? Que rosto/Há de chegar depois do meu? Quantas vezes/O tule do meu sopro há de pousar/Sobre a brancura fremente do teu dorso?/Quan-tas vezes dirás: vida, vésper, magma-marinha/E quantas vezes direi: és meu. E as distendidas/ Tardes, as largas luas, as madrugadas agônicas/ Sem poder tocar-te. Quantas vezes amor/Uma nova vertente há de nascer em ti/E quantas vezes em mim há de morrer".
Quando chove, Eu chovo, Faz sol, Eu faço, De noite, Anoiteço, Tem Deus, Eu rezo, Não tem, Esqueço, Chove de novo, De novo, chovo, Assobio no vento, Daqui me vejo, Lá vou eu, Gesto no movimento
- Quem é você? - Adivinha se gosta de mim Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim: - Quem é você, diga logo... - ...que eu quero saber o seu jogo - ...que eu quero morrer no seu bloco... - ...que eu quero me arder no seu fogo - Eu sou seresteiro, poeta e cantor - O meu tempo inteiro, só zombo do amor - Eu tenho um pandeiro - Só quero um violão - Eu nado em dinheiro - Não tenho um tostão...Fui porta-estandarte, não sei mais dançar - Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar - Eu sou tão menina - Meu tempo passou - Eu sou colombina - Eu sou pierrô Mas é carnaval, não me diga mais quem é você Amanhã tudo volta ao normal Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar Que hoje eu sou da maneira que você me quer O que você pedir eu lhe dou Seja você quem for, seja o que Deus quiser Seja você quem for, seja o que Deus quiser
eu vou te dar alegria eu vou parar de chorar eu vou raiar um novo dia eu vou sair do fundo do mar eu vou sair da beira do abismo e dançar e dançar e dançar a tristeza é uma forma de egoísmo eu vou te dar eu vou te dar eu vou
hoje tem goiabada hoje tem marmelada hoje tem palhaçada o circo chegou
hoje tem batucada hoje tem gargalhada riso e risada do meu amor
Marcos Miorinni, do PorEntreLetras, me lembrou de um filme que gosto muito e que tive o prazer de estar agora, em Janeiro, no Café onde ele foi filmado.
Algumas falas do filme:
" ... tempos difíceis para sonhadores..."
"...Ela parece distante... talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem? ..."
Dia de luz, festa de sol e um barquinho a deslizar No macio azul do mar. Tudo é verão e o amor se faz Num barquinho pelo mar que desliza sem parar Sem intenção, nossa canção vai saindo desse mar e o sol Beija o barco e luz... Dias tão azuis... Volta do mar, desmaia o sol, E o barquinho a deslizar, É a vontade de cantar... Céu tão azul, ilhas do sul, E o barquinho é o coração deslizando na canção Tudo isso é paz, tudo isso traz Uma calma de verão, e então O barquinho vai, e a tardinha cai Volta do mar, desmaia o sol, E o barquinho a deslizar, É a vontade de cantar... Céu tão azul, ilhas do sul, E o barquinho é o coração deslizando na canção Tudo isso é paz, tudo isso traz Uma calma de verão, e então O barquinho vai, e a tardinha cai O barquinho vai, e a tardinha cai O barquinho vai, e a tardinha cai
A casa foi vendida com todas as lembranças todos os móveis todos os pesadelos todos os pecados cometidos ou em via de cometer a casa foi vendida com seu bater de portas com seu vento encanado sua vista do mundo seus imponderáveis por vinte, vinte contos.
Abri curiosa o céu. Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria entrar, coração ante coração, inteiriça ou pelo menos mover-me um pouco, com aquela parcimônia que caracterizava as agitações me chamando
Eu queria até mesmo saber ver, e num movimento redondo como as ondas que me circundavam, invisíveis, abraçar com as retinas cada pedacinho de matéria viva.
Eu queria (só) perceber o invislumbrável no levíssimo que sobrevoava.
Eu queria apanhar uma braçada do infinito em luz que a mim se misturava.
Eu queria captar o impercebido nos momentos mínimos do espaço nu e cheio
Eu queria ao menos manter descerradas as cortinas na impossibilidade de tangê-las
Eu não sabia que virar pelo avesso era uma experiência mortal.
Encontrei o texto que segue por mero acaso...não faço ideia de quem é o autor e desde já as minhas desculpas ao autor por isso, mas de alguma forma identifiquei-me com estas palavras, tanto que achei que devia copiá-lo aqui:
"...e assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... Agora simplesmente durmo para sonhar"
Entre lojas de flores e de sapatos, bares, mercados, butiques, viajo num ônibus Estrada de Ferro-Leblon. Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentiras.
O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud, relógio de lilases, concretismo, neoconcretismo, ficções da juventude, adeus, que a vida eu compro à vista aos donos do mundo. Ao peso dos impostos, o verso sufoca, a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
Digo adeus à ilusão mas não ao mundo. Mas não à vida, meu reduto e meu reino. Do salário injusto, da punição injusta, da humilhação, da tortura, do horror, retiramos algo e com ele construímos um artefato