domingo, 3 de junho de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Antiga Benção Celta

Que o caminho venha ao teu encontro.

Que o vento sempre sopre às tuas costas
e a chuva caia suave sobre teus campos.

E até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.

Que vivas todo o tempo que quiseres
e que sempre possas viver plenamente.

Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.

Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos,
porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis

Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.

Que o dia mais triste de teu futuro
não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.

Que o teto nunca caia sobre ti
e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.

Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,

uma lua cheia em uma noite escura,
e que o caminho sempre se abra à tua porta

Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.

Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.

Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem,
os anjos te protejam, e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.

Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.

Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.

Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e
cada noite tenhas muros contra o vento,
um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo,
risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.

Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos de teus filhos,
que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.

Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.

Que Deus te conceda muitos anos de vida;
com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes…
...e assim seja a cada ano, para sempre!

terça-feira, 13 de março de 2012

Nostalgia

As pessoas, quando se sentem nostálgicas, estão expressando gratidão a um instante divino, a um momento findo de um tempo que passou.

Alguém certamente já sentiu saudade do primeiro amor, da adolescência, de uma música romântica que acalentou o coração, das brincadeiras do tempo de criança.

Enfim, saudade de um tempo que deixou eternas e boas recordações.

Ser nostálgico é ser reverente à vida. E ser agradecido a Deus por sua existência; é ser contemplativo a uma época importante em sua vida.

Momentos que ficaram marcados no passado daquele que não nega seu valor e significado na própria condução de seu destino.

Nostalgia é instante maior na alma do poeta que sonha transformar o futuro no passado ameno por ele vivido.

É quimera de quem sonha em viver o amanhã como se fora seus anos áureos, já longe adormecidos.

A nostalgia consegue trazer à mente até os momentos sofridos de pura dor e solidão sentidos por alguém num remoto passado.

Quando há nostalgia para valer, todos dariam a vida para retomarem aquela conversa interrompida, aquele namoro fogoso, aquele beijo lembrado, aqueles dias em que tudo era festa e até a dor sentida tinha, no carinho da mulher amada ou do companheiro querido, a recompensa esperada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Marla de Queiroz

O choro secou. Um outono doce impera com seu aconchego de amor e lucidez, suaves. E esse abraço aveludado que chegou repentinamente, num calorzinho de cuidados e curas. Não restam mais feridas. A dor perdeu seu lugar na minha rotina e foi procurar outros rumos. Tenho novos sonhos e um sono novo e profundo. Suavemente tudo mudou de ritmo e celebrei o tempo de cada novo passo. A princípio tive tanta ansiedade, porque tudo parecia um turbilhão, mas de que adianta tentar pular aprendizados? Se é de poesia que o poeta precisa, vamos a ela e não mais à repetição de uma melancolia eterna e bem aprimorada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Caio Fernando de Abreu

" ...você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente..."

domingo, 22 de maio de 2011

Caio Fernando de Abreu

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Caio Fernando de Abreu

sábado, 21 de maio de 2011

- Clarice Lispector.

“De repente, chorava. Já era amor.”

Oscar Wilde

...Estou há quase dois anos na prisão. Durante esse tempo, meu temperamento me fez passar por momentos de selvagem desespero, de entrega total ao sofrimento, que era contristadora até para quem a observava, por uma raiva terrível e impotente, por sentimentos de amargura e rancor, por uma angústia que me fazia soluçar, um sofrimento que não encontrava palavras para expressar-se, um arrependimento mudo, um pesar silencioso. Passei por todos os estágios possíveis do sofrimento. Entendo melhor que o próprio Wordsworth o que ele quis dizer quando escreveu: "O sofrimento é algo permanente, misterioso e sombrio e tem a natureza do infinito".

Caio Fernando de Abreu

Algo de ]caio Fernando de abreu para vc...
"Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tempo incapazes de ver uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que recomponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome"..

"Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Autor Desconhecido

— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

sábado, 14 de maio de 2011

Franklin Maciel

Não é ao deitar-se com alguém que se descobre o amor,
mas ao acordar enquanto o outro ainda sonolento e ter
a certeza de estar no lugar certo.

[

sábado, 7 de maio de 2011

Cristiana Guerra

“O que eu aprendi sobre o amor, filho, é que ele é feito de faltas e presenças. E que nenhuma das duas pode faltar. Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.”

Cristiana Guerra

terça-feira, 3 de maio de 2011

José Saramago

"Porque os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas é fazê-las crescer..."

Martha Medeiros

“Ás vezes, estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino...”

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fernando Pessoa

Conta a lenda que dormia
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante , que viria de além muro da estrada .

Ele tinha que , tentado , vencer o mal e o bem,
Antes que , já libertado ,
Deixasse o camino errado por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera , dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida ,
E orna-lhe a fronte esquecida ,
Verde , uma grinalda de hera

Longe o Infante , esforçado, sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino ...
Ela dormindo encantada ,
Ele buscando-a sem tino , pelo processo divino
Que faz existir a estrada .
E , se bem que seja obscuro tudo pela estrada fora,
E falso , ele vem seguro ,
E , vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora .

E , inda tonto do que houvera ,
À cabeça em maresia ,
Ergue a mão , e encontra hera ,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Florbela Espanca

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder ...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas , meu Amor, eu não tos digo ainda ...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !

Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...
E nesse beijo , Amor , que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz !

domingo, 17 de abril de 2011

Caio Fernando de Abreu

Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nando Reis

''Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar!''

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Caio Fernando de Abreu

"... Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna."

Caio Fernando de Abreu

"... Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna."